Ministério do Meio Ambiente estuda mudar meta de desmatamento ilegal para cumprir Acordo de Paris

Renata Martins

O Ministério do Meio Ambiente quer substituir a meta de redução de 90% do desmatamento ilegal na Amazônia até 2023, prevista no Plano Plurianual que está em vigor, e adequá-la às metas definidas no Acordo de Paris. Nesse acordo, aprovado por 195 países, para reduzir emissões de gases de efeito estufa, o Brasil se compromete a acabar com o desmatamento na Amazônia Legal, até 2030.

O Plano Plurianual 2020-2023 foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro e vale para os próximos quatro anos, mas o Ministério da Economia pode propor alterações.

Pela proposta do Ministério do Meio Ambiente, as metas do Controle do Desmatamento e do Incêndio dos Biomas do PPA vão apenas indicar os programas que serão utilizados nos próximos quatro anos para contribuir para zerar o desmatamento ilegal em 10 anos.

Nesta terça-feira (4), em Brasília, o ministro Ricardo Salles indicou qual foi a forma encontrada para alterar a meta de 90% até 2030.

Em nota, o Ministério da Economia disse que concorda com a proposta apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente e que isso que será ajustado no PPA.

Também nesta terça-feira o Ministério do Meio Ambiente, repassou 350 milhões de reais de recursos do Fundo Clima para o BNDES. O dinheiro vai financiar projetos de combate às mudanças climáticas com foco nas áreas de Saneamento e Resíduos Sólidos.

O presidente do BNDES, Gustavo  Montezano, falou sobre a nova linha de crédito.

Cada projeto pode receber no máximo R$ 30 milhões a cada 12 meses.

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