Bolsonaro participa de abertura da Cúpula dos Brics

Por Anna Luisa Praser – Brasília

Questões relacionadas à Amazônia fizeram parte da abertura do discurso do presidente Jair Bolsonaro na 12ª Cúpula do Brics – bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O presidente disse que em breve deve divulgar o nome de países que importam madeira ilegal da Amazônia. Segundo ele, muitos países que criticam as políticas ambientais brasileiras agem em desacordo com a preservação das florestas.

Sonora: “A nossa Polícia Federal desenvolveu agora a utilização de isótopo estável, tipo um DNA, para permitir a localização da origem da madeira apreendida. Não apenas apreendida, mas o que é mais importante, exportada também. Então estaremos revelando nos próximos dias países que têm importado madeira extraída de forma ilegal da Amazônia, e alguns desses países os mais severos críticos ao meu governo no tocante a essa região amazônica”.

Bolsonaro abordou outras questões como a recuperação da economia mundial e brasileira voltou a falar sobre a responsabilidade aos assuntos relacionados à economia e à saúde. Ele também defendeu a reformulação de algumas entidades, como a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Sonora: “Desde o início também critiquei a politização do vírus e o pretenso monopólio do conhecimento por parte da OMS, que necessita, urgentemente, sim, de reformas. É preciso ressaltar que a crise demonstrou a centralidade das nações para a solução dos problemas que hoje acometem o mundo. Temos que reconhecer a realidade de que não foram os organismos internacionais que superaram os desafios, mas sim a coordenação entre os nossos países”.

Bolsonaro também sugeriu a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, essas mudanças são essenciais para ter uma comunidade global realmente integrada e ativa e, assim, ser possível uma retomada econômica global. Para democratizar a governança internacional, Bolsonaro defendeu também a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Ao final, o presidente brasileiro argumentou que o Brics precisa apoiar o acesso do Brasil, África do Sul e da Índia a postos permanentes no Conselho de Segurança, e desejou que a Índia, próximo país a presidir o bloco, tenha uma gestão de sucesso.

Esse ano, pela primeira vez, a reunião do bloco foi remota por causa da pandemia do novo coronavírus. A cúpula teve início em 2006 e inicialmente foi batizada de Bric. Mas só em 2011, com a entrada da África do Sul, passou a se chamar Brics. Em 2020, o bloco é chefiado pela Rússia.

Edição: Ana Pimenta

Fonte: Agência Brasil

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