Por Lucas Pordeus Leon – Brasília

A previsão de queda no Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 – soma de todos os bens e serviços produzidos no país, sofreu uma leve melhora e chegou a menos 4,5%. Já a projeção da inflação chegou aos 3,1%, puxada pelo aumento no preço dos alimentos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (17) pelo Ministério da Economia.

A melhora de 0,2 pontos percentuais na previsão do PIB deste ano ocorreu, segundo o governo, por causa da melhoria nas estimativas para o 3º trimestre do ano, com a recuperação da indústria e do comércio varejista em níveis pré-crise. O destaque vai para a agricultura, que deve crescer 4,4% em relação a 2019, atingindo uma safra recorde.

Com isso, a previsão de queda do PIB saiu de 4,7%, em setembro, para 4,5%, em novembro. A indústria, após uma queda de 27% entre março e abril, está com uma atividade 0,2% acima do mês de fevereiro, devido ao crescimento de 22% no 3º trimestre. Já o varejo, após cair 8,5% no 2º trimestre do ano em relação ao período anterior, avançou 17% em julho, agosto e setembro.

O secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, argumentou que a recuperação é visível, apesar do grau de incertezas causado pela crise sanitária.

O setor de serviços, o mais impactado pela crise, teve uma alta de 8,6% no 3º trimestre deste ano, recuperando apenas parte da queda de 15,5% no trimestre anterior. Os dados são baseados nas pesquisas mensais do IBGE.

Já a inflação prevista para este ano, que em setembro estava em 1,8%, passou para 3,1%, segundo boletim divulgado nesta terça-feira. A alta foi causada pelo aumento de 18% no preço dos alimentos em outubro, no acumulado dos últimos 12 meses. Os preços dos demais bens e serviços contribuíram para manter a previsão da inflação dentro da meta do Banco Central.

Edição: Ana Pimenta

Fonte: Agência Brasil