Por Tatiana Alves – Rio de Janeiro

O Morro do Pasmado, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, ganhou um monumento em memória às vítimas do Holocausto.

O evento reuniu autoridades de governo e representantes da comunidade judaica. Nos discursos, foram lembrados os milhões de judeus mortos sob o regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

O Memorial faz uma homenagem às vítimas do nazifascismo, durante a Segunda Guerra Mundial. O memorial foi construído em uma área de 4 mil metros quadrados, cedida pelo município do Rio, ao custo de R$ 15 milhões, com recursos da iniciativa privada.

O ministro Fabio Wajngarten, da Secretaria Especial de Comunicação do governo federal, representou o presidente Jair Bolsonaro. Ele lembrou de seus antepassados judeus que foram aprisionados pelos nazistas.

O embaixador de Israel no Brasil, Yossi Avraham Shelley, disse que memoriais ao holocausto são necessários para que as novas gerações não esqueçam dos crimes que aconteceram no passado.

Após passar por uma requalificação urbana, com uma área externa com trilhas e bosques, que pretendem revitalizar o espaço e impulsionar o turismo na cidade, o local recebeu um novo mirante e um parque, que pode ser visitado gratuitamente.

No local, alunos e professores da rede municipal de ensino terão cursos de história gratuitos, assim como acesso ao museu que está sendo erguido. O espaço também receberá exposições nacionais e internacionais relacionadas à defesa dos direitos humanos, à tolerância e ao humanismo em cooperação com outras grandes instituições do gênero, como os memoriais de Jerusalém, Washington e Casa Anne Frank em Amsterdam.

A Associação Cultural Memorial do Holocausto foi responsável pela captação de recursos junto à iniciativa privada para a construção do empreendimento e sua futura gestão, sem ônus para os cofres públicos. Em fevereiro de 2019, foram iniciadas as obras para a construção do Memorial.

Também será construída uma edificação principal dedicada à memória do holocausto com 1,624 mil metros quadrados, com área para exposições. O projeto é do arquiteto André Orioli, escolhido em um concurso promovido pela prefeitura. A expectativa é que o museu esteja aberto para a população no segundo semestre de 2021.