Por Cristiane Ribeiro – Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal denunciou o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro por meio de organização criminosa. A denúncia, que inclui, ainda, o presidente do PSC, pastor Everaldo, o ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Santos, além de empresários e advogados, foi oferecida ao Superior Tribunal de Justiça.

O Ministério Público Federal também requereu a perda de função pública para Witzel e indenização por danos morais de, no mínimo, R$ 106,7 milhões, valor estimado no dobro do que foi desviado e lavado pelos denunciados.

Segundo a denúncia, houve pagamento de vantagens indevidas de mais de R$ 50 milhões a empresários com a intenção de obter facilidades no pagamento de valores inscritos em restos a pagar devidos pela Secretaria de Saúde à organização social Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus entre 8 de julho de 2019 a 27 de março de 2020.

As investigações que envolvem Witzel foram iniciadas pela Procuradoria da República no Rio de Janeiro e pelo Ministério Público estadual e, devido ao foro privilegiado do político junto ao STJ, foram enviadas à Procuradoria-Geral da República. As informações deram origem às operações Placebo e Favorito.

Em sua conta no Twitter, o governador afastado Wilson Witzel disse que a denúncia apresentada pelo MPF é “absolutamente sem provas” e se trata de “mais uma tentativa de promover o seu linchamento moral”.

Witzel também disse que jamais compactuou com qualquer tipo de irregularidade ou recebeu vantagem ilícita em razão do cargo.