Após Manaus suspender vacinação, serviço será retomado nesta sexta

Por Kariane Costa – Brasília

Em Manaus, no Amazonas, a aplicação de vacinas contra a Covid foi suspensa esta tarde e deve ser retomada nesta sexta-feira pela manhã.

De acordo com a prefeitura de Manaus, a suspensão foi para uma nova definição de grupos prioritários, após os órgãos de controle local cobrarem mais rigor na hora da aplicação das doses.

Como nesta primeira fase não há disponibilidade para todos os profissionais de saúde, terão prioridade para receber as primeiras doses aqueles que estão diretamente mais expostos ao vírus, levando em conta comorbidades e faixa etária.

Nesta quinta à tarde, só quem trabalha nas ambulâncias do Samu recebeu a vacina na capital amazonense.

A notícia da suspensão veio após ser noticiado na imprensa a soma total de vacinas recebidas entre as cidades do estado, que foi de 221.593 doses. Já o total recebido pelo Ministério da Saúde foi de 282.320 vacinas, o que daria uma diferença de mais de 60 mil doses.

A assessoria do governo de Manaus explicou que, até agora, 225 mil doses foram entregues, e que as outras não foram enviadas às prefeituras por questão de logística de armazenamento, e ainda serão distribuídas.

Esta é a segunda polêmica envolvendo as doses de vacinas contra a Covid na prefeitura de Manaus. No início da semana duas médicas jovens, filhas de um empresário influente, foram vacinadas horas após serem nomeadas para trabalhar na área administrativa de uma Unidade base de saúde local. A prefeitura negou irregularidade e afirma que as duas estão atuando na linha de frente no combate à Covid-19.

Após diversas denúncias em todo o país, o Ministério Público Federal abriu um canal para receber relatos. A instituição orienta as pessoas a informarem dia, local, nomes dos eventuais responsáveis e apresentar foto ou vídeo para auxiliar na investigação. A denúncia pode ser feita por meio do aplicativo, site ou e-mail do Ministério Público Federal. 

Tomar a vacina indevidamente é crime. E no caso de servidor público, ele pode perder o cargo e ser condenado a pagar multa até 100 vezes o valor do salário. Tanto o servidor como quem furou a fila da vacina também podem ser enquadrados em crime de peculato podendo pegar até 12 anos de prisão.

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