Pfizer pede na Anvisa registro definitivo de vacina

Por Victor Ribeiro – Brasília

O laboratório Pfizer entrou com o pedido de registro definitivo da vacina contra a covid-19 na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O prazo para responder é de até 60 dias (6 de abril). Mas o corpo técnico da Anvisa trabalha para concluir o mais rápido possível. De acordo com a agência reguladora, os pesquisadores entregaram todos os documentos, que já estão em análise.

O pedido foi feito pela farmacêutica norte-americana Pfizer, que desenvolve junto com a alemã BioNTech a vacina – até agora a mais eficiente contra a covid-19. De acordo com as pesquisas já publicadas e revisadas, o imunizante tem eficácia de 95%. Em segundo lugar vem a vacina da Moderna, também dos Estados Unidos, com 94% de eficiência; e, em terceiro, a Sputnik V, do Instituto Gamaleya, da Rússia, com 92% de eficácia.

Até agora, o Brasil só usa vacinas em caráter emergencial. Por isso, existem diversas restrições para a vacinação, tanto para a da Fiocruz, desenvolvida pela universidade inglesa de Oxford e pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, quanto para a CoronaVac do Instituto Butantan, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac.

Apesar de não ter cumprido todos os prazos de entrega para os Estados Unidos e países europeus, a Pfizer promete produzir até dois bilhões de doses ainda este ano.

Esse é o segundo pedido de registro definitivo de vacina apresentado à Anvisa. O primeiro foi feito no fim de janeiro, pela AstraZeneca, e o prazo para a resposta termina no dia 30 de março, mas pode sair antes. Isso porque os técnicos da Anvisa já concluíram a análise de metade de todos os documentos.

Somente com o registro é possível fazer vacinação em massa. É o que vai começar a ocorrer na China, onde a agência sanitária aprovou nesse sábado o uso amplo da CoronaVac. A vacina é a segunda com autorização para todos os públicos. A China já usa em massa o imunizante da estatal Sinopharm, que também está desenvolvendo uma outra vacina.

A CoronaVac tem autorização para uso emergencial no Brasil, Chile, Colômbia, Indonésia, Laos, Turquia e Uruguai. E a Sinovac informou que pode fabricar até um bilhão de doses da vacina por ano.

Fonte: Agência Brasil

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