Retorno às aulas é adiado em 530 escolas de São Paulo

Por Eliane Gonçalves – São Paulo

Mais de 500 escolas e creches da cidade de São Paulo não vão poder retomar as atividades nessa segunda-feira (15).

O retorno das atividades presenciais na rede pública municipal foi marcado para o dia 15 de fevereiro mas vai ser adiado em cerca de 530 escolas. A decisão afeta praticamente um terço das escolas que somam quase 1,6 mil unidades.

Segundo a secretaria municipal de educação, a justificativa para isso foi o rompimento do contrato por parte de duas empresas responsáveis pela limpeza dessas escolas.

A decisão foi informada ás famílias dos estudantes na tarde de sexta-feira (12).

Mas segundo os professores, o problema da limpeza das escolas não teve início agora. Começou no final de 2019, quando a prefeitura mudou os critérios para definir o número de profissionais no setor e voltou a anunciar uma redução nas equipes no final do ano passado, em função da pandemia de coronavírus.

A professora e Coordenadora Pedagógica da rede municipal de Ensino Laura Cymbalista contou como está a situação.

O secretário geral do SINPEEM, o Sindicato dos profissionais em educação no ensino municipal, Cleiton Gomes da Silva, confirmou que as equipes de limpeza nas escolas municipais foram reduzidas a cerca de 30% e que o fim do contrato com duas prestadoras de serviço na última sexta-feira (12) é apenas parte do problema.

O retorno às atividades presenciais foi autorizado desde que respeitando o limite de 35% da capacidade de cada escola.

Desde a semana passada, servidores e professores das escolas municipais entraram em greve. Eles argumentam que não existem condições sanitárias para o retorno às aulas presenciais. Apesar da greve, os professores mantém as atividades de ensino à distância.

Nós entramos em contato com a secretaria municipal de saúde que confirmou que os contratos foram rompidos, mas que não esclareceu quais foram os critérios usados para determinar a redução das equipes de limpeza em todas as outras escolas.

Nas escolas afetadas pelo rompimento do contrato devem retomar as atividades entre os dias 22 de fevereiro e 1º de março, segundo a prefeitura.

Fonte: Agência Brasil

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