Cidades do RJ estão sem vacinas para 2ª dose

Por Raquel Júnia, da Rádio Nacional no Rio – Rio de Janeiro

Municípios do Rio de Janeiro estão sem doses da coronavac para completar o esquema vacinal de idosos contra a covid-19. É o caso de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e Maricá, na região metropolitana, que já anunciaram o fim dos estoques das vacinas produzidas pelo Instituto Buntantã. Em outros municípios, o imunizante está perto do fim.

 Em Volta Redonda, no sul fluminense, a prefeitura publicou um comunicado, informando que recebeu da Secretaria estadual de saúde 1.140 doses da coronavac, no domingo, mas que o número é insuficiente para atender todas as pessoas agendadas para a segunda dose.

Outra cidade sem as vacinas, Maricá suspendeu a campanha nesta terça-feira.O município disse que tem a expectativa de receber mais imunizantes até meados de maio para dar continuidade à aplicação da segunda dose.

A prefeitura de Nova Iguaçu confirmou que enfrenta um problema momentâneo de desabastecimento e que, apesar da falta da vacina, ainda não há atraso no esquema vacinal.

Na capital e em Niterói, na região metropolitana, as secretarias de saúde responderam que guardaram vacinas para a segunda dose da coronavac, portanto, não há falta do imunizante para completar o esquema vacinal.

Em todos esses municípios, o calendário de vacinação está mantido para a primeira e segunda doses da vacina  oxford/astrazeneca, distribuída neste final de semana.

No aguardo

Questionada sobre qual seria a orientação aos municípios que enfrentam falta de vacinas, a Secretaria de Estado de Saúde disse, por meio de nota, que aguarda posicionamento do Ministério da Saúde quanto à ampliação do intervalo de aplicação entre a primeira e a segunda dose da coronavac. 

 A pasta afirmou que o quadro atual é uma suspensão temporária até receber nova remessa de imunizantes e que todas as vacinas distribuídas aos municípios seguiram as orientações do Plano nacional de Imunizações.

O Ministério da Saúde também foi procurado e disse por meio de nota que a orientação é que a população deve tomar a segunda dose da vacina mesmo que a aplicação ocorra fora do prazo recomendado pelo laboratório e reforçou que é importante completar o esquema vacinal para assegurar a proteção adequada contra a doença. No entanto, não comentou a falta de vacinas. Segundo o Ministério, as recomendações foram atualizadas em uma nota técnica divulgada nesta segunda-feira pelo PNI.

O Instituto Buntantan, fabricante da Coronavac, informou que, com a chegada do IFA na semana passada, uma nova remessa de vacinas deve começar a ser entregue ao Ministério da Saúde no dia 3 de maio.

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